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Análise: Palmeiras vai do drama à euforia e luta muito para chegar na pausa com folga na liderança

Com 11 desfalques e um a menos desde o primeiro tempo, time supera a Chapecoense em jogo que ficou quente nos acréscimos

Análise: Palmeiras vai do drama à euforia e luta muito para chegar na pausa com folga na liderança
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Quando a tabela indicava o encontro entre o líder Palmeiras e a lanterna Chapecoense antes da pausa para a Copa do Mundo, poucos imaginavam um jogo tão carregado de emoções como foi a vitória dos donos da casa por 1 a 0. Um resultado que deixou os palmeirenses tensos até os 64 minutos (você leu certo!) do segundo tempo.

Apesar da óbvia disparidade entre os elencos, o time paulista tinha um cenário complicado, com 11 desfalques, entre convocados, suspensos e Vitor Roque, machucado. Com Luis Pacheco como novidade no meio-campo e Luighi no comando de ataque, o Palmeiras tinha em Allan seu jogador mais perigoso para furar a defesa catarinense.

O camisa 40 era o principal jogador do Verdão em campo até sua expulsão, aos 43 minutos da etapa inicial. Foi mais um episódio que transformou um jogo antes tido com amplo favoritismo para os donos da casa, em drama.

A primeira (boa) resposta de Abel Ferreira foi dada na volta do intervalo. Ele tirou Pacheco, volante mais marcador, e colocou Riquelme Fillipi na ponta esquerda. O camisa 37 fez seu melhor jogo como profissional, buscando boas jogadas individuais e ainda com colaboração sem bola para fechar seu lado.

Dez minutos depois, a troca mais decisiva: Luighi, apagado em boa parte do jogo, deu lugar a Paulinho. É verdade que o camisa 10 ainda está longe da sua melhor condição, mas ele ainda assim mostra por que é um dos melhores (se não for o melhor) atacante do Palmeiras.

Na única finalização, um chute colocado para abrir o placar e premiar até então uma atuação aguerrida de um time que, além de muito desfalcado, tinha um jogador a menos.

O que era um resultado controlado, tornou-se uma pressão, quando Abel colocou Benedetti para fechar três zagueiros, no lugar de Felipe Anderson, o mais lúcido do meio-campo alviverde.

Já tem fôlego para contra-atacar, o Palmeiras foi empurrado para trás nos minutos finais. Viu a Chapecoense ter um gol anulado e quando tudo parecia resolvido... pênalti para os visitantes.

Quando Bolasie acertou o travessão, aos 64 minutos do segundo tempo, a reação no estádio foi como se o time tivesse passado de um mata-mata nas penalidades.

Marcelo Lomba correu para a bandeira de escanteio, os reservas saíram do banco para festejar, e a torcida explodiu depois dos momentos tensos que viveu.

Mérito à resiliência do Palmeiras que vai para a pausa da Copa do Mundo com sete pontos de vantagem para o Flamengo (e um jogo a mais), além de classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil e Libertadores. Como disse Abel, não é para todas as equipes.

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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