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Fim das "chapinhas" e reeleição presidencial voltam à pauta nos bastidores do Corinthians

Modelo de votação sofre contestação de sócios e conselheiros; comissão para reforma do estatuto foi criada em junho

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O sistema eleitoral do Corinthians voltou a ser tema de discussão nos bastidores do Parque São Jorge. O próximo pleito só acontecerá daqui a dois anos, mas já é debatido por associados e conselheiros do clube.

Pelas regras vigentes do estatuto, os sócios do Corinthians elegem um presidente (com dois vices) e oito "chapinhas" para o Conselho Deliberativo, cada uma com 25 representantes, totalizando 200 conselheiros. O mandato é de três anos.

Esse modelo foi aprovado em 2016 e passou a valer a partir das eleições de 2018. Anteriormente, o grupo político vencedor nas urnas levava todas as cadeiras do Conselho, no formato conhecido como "chapão".

Ao mesmo tempo em que oferece maior pluralidade de ideias e abre espaço para grupos de oposição, o formato atual recebe críticas por supostamente dificultar a gestão e favorecer a troca de favores. Quem é contra as "chapinhas" alega que o presidente acaba sendo obrigado a fazer alianças e ceder cargos em troca de governabilidade e apoio para aprovar balanços e orçamentos.

O ex-presidente Andrés Sanchez era abertamente contra tal sistema. Já o atual mandatário, Duilio Monteiro Alves, evita se posicionar sobre o assunto:

– Existem várias discussões e propostas para integrar o novo estatuto que estão sendo estudadas. Ainda não tive acesso às propostas formais, não consigo me posicionar em cima de suposições. Essa (fim das "chapinhas") é apenas uma das centenas de propostas que a comissão tem recebido – declarou.

Mesmo os opositores do formato atual acreditam ser difícil a volta do "chapão", modelo considerado pouco democrático. Uma das alternativas apresentadas é que a composição do Conselho seja proporcional à dos votos recebidos por cada candidato à presidência. Um candidato com 50% dos votos, por exemplo, teria direito a metade das cadeiras do órgão.

Outra opção – que também enfrenta resistência – seria a de candidaturas individuais ao Conselho.

Além do modelo de votação, é debatida nos bastidores a possibilidade de reeleição presidencial, o que é proibido pelo estatuto corintiano desde 2008.

Defensores da ideia alegam que o mandato de três anos é curto e dificulta a implementação de projetos de longo prazo.

Em junho deste ano foi criada uma comissão no Conselho do Corinthians para discutir a reforma estatutária. Porém, as discussões seguem em estágio inicial. Por conta da pandemia de coronavírus, os membros desse colegiado ainda não se reuniram presencialmente, o que deve acontecer no próximo mês.

Até o momento, a comissão tem recebido diversas sugestões de mudanças das leis internas do Timão.

Vale lembrar que eventuais reformas estatutárias precisam ser aprovadas pelos sócios do Corinthians, em votação em Assembleia Geral.

Um evento desse tipo está marcado para os dias 4 e 5 de dezembro, no qual os associados decidirão se aceitam ou não pequenas alterações no estatuto do clube para adequação à nova legislação municipal.

Fonte/Créditos: globo.com

Créditos (Imagem de capa): globo.com

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