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São Paulo refaz contrato de patrocínio sem intermediária que receberia R$ 4,5 milhões

Clube detectou questão em documento que seria assinado com a Unimed na véspera da votação no Conselho de Administração

São Paulo refaz contrato de patrocínio sem intermediária que receberia R$ 4,5 milhões
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O São Paulo refez nos últimos dias o contrato de patrocínio com a Unimed para retirar a participação de uma empresa apontada pelo departamento de marketing do clube como intermediária do negócio. O Tricolor pagaria R$ 4,5 milhões por essa intermediação - R$ 1,5 milhão por ano, durante três anos.

O contrato do São Paulo, com a Unimed tem validade desses mesmos três anos, com o pagamento de R$ 45 milhões (R$ 15 milhões por ano) para a empresa estampar sua marca na parte traseira do uniforme.

A empresa intermediária indicada pelo departamento de marketing, comandado pelo diretor Eduardo Toni, é a corretora de seguros New Honest, que tem sede na Praça Roberto Gomes Pedrosa, número 1. O mesmo endereço do Morumbis.

Em seu site, a New Honest se define como "uma empresa que conta com profissionais com mais 35 anos de experiência no setor de seguros", "especializada em Seguro Saúde para clubes de futebol", além de oferecer "um serviço personalizado, focado nas necessidades específicas de cada cliente, garantindo a melhor cobertura e suporte para atletas e colaboradores."

A New Honest, atualmente, é responsável pelos serviços de plano de saúde dos colaboradores do São Paulo, entre atletas e outros funcionários.

Em sua ficha cadastral, a empresa diz que faz, também, "atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários". Pela intermediação do contrato entre São Paulo e Unimed, a New Honest receberia R$ 4,5 milhões, divididos em três anos.

O clube, porém, discordou desta intermediação nas últimas semanas, antes de o contrato ser levado ao Conselho de Administração.

O São Paulo entendeu que a New Honest não é uma intermediária acostumada a fazer esse tipo de negócio e refez o documento sem esta cláusula. Agora, o Conselho de Administração e o Conselho Deliberativo devem votar, nas próximas semanas, o acordo sem o pagamento da intermediação.

Procurado, o São Paulo disse que não se manifestaria sobre o caso.

Em contato com a reportagem, Eduardo Toni se manifestou da seguinte maneira:

"O São Paulo tinha, na propriedade traseira, a Blue. Tentamos negociar, não conseguiram honrar, esse assunto está na Justiça. Você tinha uma empresa do ramo no Corinthians, uma no Flamengo. A nossa estratégia foi manter no segmento de seguros para substituir a Blue. Tentamos contato com seguradoras. Não tivemos êxito interno. Fomos falar com uma empresa que fazia intermediação nesse negócio, que fala com as empresas sobre isso o tempo inteiro.

Foi aí que entrou a New Honest, que já trabalhava para o São Paulo. Fazia um trabalho, já havia sido contratada pela área administrativa. Fomos pedir ajuda para conectar com empresas desse segmento. Ela nos conectou com a Rapvida, Porto e Unimed. Ela nos conectou com todas. Fui à Porto, a Hapvida foi ao São Paulo...

A negociação com a Unimed avançou e está em vias de fechar. Muito bem. Desde sempre, foi deixado claro que havia uma intermediação.

A negociação com a Unimed avançou e está em vias de fechar. Muito bem. Desde sempre, foi deixado claro que havia uma intermediação. Temos documentos internos que comprovam isso. Todos os diretores assinam, o presidente assina. Desde sempre foi deixado claro que havia uma intermediação. A intermediação era de 10% do contrato, de R$ 1,5 milhão por ano. O que daria para o São Paulo, líquido, R$ 13,5 milhões.

Quando esse contrato foi apreciado pelo Conselho de Administração, alguns conselheiros contestaram fatores da empresa, como ter sede no Morumbis. O Morumbis recebe várias empresas. Temos várias empresas com sede no Morumbis: nossa empresa de tour, os restaurantes. A New Honest paga aluguel pelo escritório, presta serviço para o São Paulo e paga por isso. Ter sede no Morumbis não há problema nisso.

Outra coisa que contestaram é que a empresa havia passado por uma mudança no quadro societário. Pode ter passado. Eu até desconhecia isso, que tinha havido essa mudança. Depois do problema, fomos apurar que ela passou as ações para o marido. Ela mudou as ações da empresa para o quadro da família. Estava no nome da filha e foi para o nome do marido.

Depois falaram que tinha um capital social muito baixo, mas eles não tinham que pagar ao São Paulo. Não haveria problema, porque não iria pagar ao São Paulo. Se fosse nos pagar, seria uma ameaça, mas não era o caso. As acusações, na minha visão, eram muito frágeis. Eu entendo que é uma questão política. Não consigo encontrar elementos que justifiquem isso. Eu, como funcionário, respeito e assino.

O São Paulo mandatou. Deu um mandato para ela procurar as empresas. Ela não fez isso sem autorização. Mais do que troca de e-mails, ela tem um mandato do São Paulo. Quando fazemos os processos internos, todo mundo sabia dessas questões. Eu trabalho para o São Paulo, independentemente de quem seja o presidente."

Lúcia Martins, corretora da New Honest, foi procurada pela reportagem e disse:

"Fizemos a intermediação, sim. Fui convidada para buscar patrocínio para o SPFC. Essa intermediação se iniciou na CONEC, onde fui buscar seguradoras com interesse em patrocínio, em setembro de 2025.

A partir daí, as negociações avançaram, com algumas reuniões e pausas durante o período. Voltamos no início do ano, quando as coisas se acertaram e agora estão em fase de assinatura de contrato.

Além da Seguros Unimed, outras seguradoras também foram contatadas e houve reuniões.

Estou documentada de todas as tratativas. Tivemos reuniões tanto na Seguros Unimed quanto no Morumbis. Inclusive, recebemos a Seguros Unimed na sala de reuniões da presidência e, durante o encontro, tivemos a visita do atual presidente, que passou apenas para se apresentar e agradecer a confiança em um momento tão delicado.

A empresa atua na área de seguros e tem CNAE para intermediação de negócios, inclusive patrocínio. Tenho expertise em vendas, conheço o mercado de seguros e aceitei o desafio de trazer patrocínio."

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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