Juan Pablo Vojvoda deixou a Vila Belmiro satisfeito com o rendimento do Santos na vitória diante do Novorizontino, por 2 a 1, na estreia do Campeonato Paulista. Mesmo tendo saído atrás do placar, o time misto do Peixe encontrou forças para buscar a virada no segundo tempo com gols de Gabigol e Thaciano.
– Fizemos até a primeira parada de hidratação bons 25 minutos. Criamos finalizações, um gol impedido, pressão na perda de bola. Depois da parada, o adversário faz o gol e isso desloca o time por seis ou sete minutos. No segundo tempo mudamos um jogador, continuamos insistindo para criar chances de gol, conseguimos empate e a virada nos últimos minutos.
– Merecíamos pela produção do time. Sofremos com a transição contra um bom time da Série B. Pouco tempo de treino. Gabriel encaixou bem, é um jogador determinante dentro da área e demonstrou isso hoje – afirmou Vojvoda em entrevista coletiva, elogiando também o trabalho individual de Gabriel Barbosa.
Principal contratação do clube para esta temporada, Gabigol estreou em grande estilo com a camisa do Santos. O atacante chegou a marcar nos minutos iniciais da partida, mas a jogada foi anulada por impedimento. Depois, no segundo tempo, mostrou oportunismo dentro da área para estufar a rede e empatar o confronto com o Novorizontino
O camisa 9 foi eleito o melhor em campo e aplaudido pelo público presente nas arquibancadas. Ao fim da partida, Vojvoda falou sobre a importância de ter um atleta com experiência internacional no elenco, sobretudo para inspirar os nomes mais jovens recém-promovidos das categorias de base.
– É um jogador que tem experiência dentro do futebol internacional, ganhador, que tem estrela especial em jogos importantes. Na primeira partida põe o foco e consegue o gol. Ele entrosou rapidamente com o grupo. Os jovens são jogadores que sempre abraçam jogadores que já viveram essa experiência há 10, 12 anos atrás – elogiou o técnico argentino do Peixe.
Com a vitória na estreia, o Santos soma três pontos ganhos no Campeonato Paulista e terminará a rodada entre os líderes. Na próxima rodada, o Peixe visita o Palmeiras, no Allianz Parque, pela sequência do estadual. O clássico será disputado na próxima quarta-feira, a partir das 19h30 (de Brasília).
Confira outros trechos da coletiva de imprensa de Vojvoda:
Importância da entrada de jovens jogadores do elenco no decorrer da partida
– Enquanto a Mateus Xavier e Gustavinho, havíamos planejado com o técnico do sub-20, e agradeço a ele, mas conversamos antes das férias. Falei claramente que eles, jogadores que eu conhecia muito com também Lira e JP Chermont, que eles estivessem prontos caso ocorre algo. Queria que ele jogassem na Copinha para ter ritmo de jogo. Muitas vezes treinadores somos egoístas, mas pensamos no clube e Copinha é importante. Quero que eles joguem e não confundam. Estão em uma etapa de preparação. Muitas vezes vão estar aqui e voltar para jogar lá. Falei com eles também. Jogadores são profissionais por comportamento, respeito e profissionalismo no dia a dia. Quero esse tipo de meninos
O que motivou a escolha do Caballero como titular ao invés do Robinho Jr.?
– Sobre Robinho, eu compreendo o torcedor. Comecei com Lautaro e Caballero. É um jogador jovem, o Santos fez um investimento nele. Considero ele um a mais do elenco. Eu sei da cultura dos Meninos da Vila. Não vou deixar ela de lado. Caballero dava profundidade pela esquerda, que tínhamos o Guilherme. Lautaro é outro que dá profundidade. Atacar a última linha, empurrar o adversário para trás. Optei por Gabriel e Rollheiser que flutuam. Queria dois jogadores que atacassem a linha e dois para receber entre linhas com Gabriel e Rollheiser. Queria um jogador que desequilibrasse no banco para o segundo tempo. Adversário no segundo tempo tem linhas mais baixas e queria o drible com o Robinho e essa classe de jogadores.
Sobre trato com os jovens no dia a dia e parte física do elenco
– É verdade que entram em momentos difíceis, de pressão. Mas os Meninos da Vila, dentro da Vila, estão protegidos. Outros jogadores sofrem mais pressão que eles. Começo com um jogador e se eles erram o torcedor não tem tanta paciência do que como com os meninos da Vila. É uma questão sociológica. Vou colocar um menino e se ele errar não acontece nada. Se outro entrar, acontece. Vamos precisar de todos. De Neymar e Gabigol, que são meninos da Vila, mas que vamos exigir muito. E de outros também. Vamos encontrar o equilíbrio com a ajuda do torcedor. Sou o treinador, hoje comecei com esses, outro dia começarei com outros. Seja Menino da Vila ou não, vamos todos juntos. Isso que temos que conquistar com a ajuda de todos.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
Comentários: