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Invicto, Diniz ressalta força mental do Corinthians em vitória com um a menos sobre o Vasco: "Resistiu"

Treinador festeja seis jogos seguidos sem sofrer gols e enaltece qualidade e comprometimento do elenco

Invicto, Diniz ressalta força mental do Corinthians em vitória com um a menos sobre o Vasco:
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– O mais importante é ressaltar o lado positivo de jogar com um jogador a menos e eles conseguirem ser muito solidários, resistirem, tanto contra Palmeiras e hoje, e ainda conseguirem jogar com a bola nos pés – enalteceu Diniz, relembrando o empate sem gols com o Palmeiras há duas semanas, quando a equipe atuou com dois jogadores a menos.

Diante do Vasco, o Corinthians começou melhor, abriu o placar com Matheus Bidu aproveitando passe de letra de Rodrigo Garro, mas ficou com um a menos instantes depois de marcar o gol. No segundo tempo, o Timão se doou em campo para manter a consistência defensiva e, pelo sexto jogo seguido, sair de campo sem sofrer gols.

– Existe um time que tem estrutura, por conta dos jogadores, que facilitam isso. É um time que já tinha uma carga interessante de jogadores experientes e de qualidade que ajudam. O que está mais ajudando é que os jogadores entenderam que todo mundo precisa colaborar, os onze que estão em campo precisam ajudar a defender. Não é só a linha de trás.

– Todo mundo muito consciente daquilo que a gente precisa fazer para ter nossa chance de ganhar o jogo. O sistema defensivo não começa atrás, começa na frente. Hoje foi mais uma prova disso. Contra o Palmeiras foi a fotografia mais emblemática disso. Sempre tem coisa para melhorar. Esse é o motor central. Se tivesse sido vazado hoje, não teríamos conseguido ganhar o jogo – ressaltou Diniz.

Com o resultado positivo, o Corinthians aos 15 pontos no Campeonato Brasileiro, saiu da zona do rebaixamento e empurrou o rival Santos para o grupo dos quatro últimos colocados. O próximo desafio do Timão na Série A será contra o Mirassol, domingo, no interior paulista.

Antes disso, a equipe tem compromisso contra o Peñarol, na Neo Química Arena, pela terceira rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores. O duelo com os uruguaios será disputado na quinta-feira, a partir das 21h (horário de Brasília).

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Fernando Diniz:

 

Por que optou em utilizar Raniele como lateral-direito?
– A gente pensou especificamente para o jogo de hoje. O Andrés desequilibra, tem mais dribles do Brasileiro, no 1x1 leva muita vantagem, e o Raniele fez uma partida brilhante hoje. Está de parabéns. Com a partida que fez hoje, passa uma eventualidade de ser opção. O mais importante é que o Raniele é um jogador que sempre dá a cara, sempre defende o time, cada vez é um jogador muito com a cara do Corinthians.

Sobre expulsão do volante André no primeiro tempo
– Obviamente não queremos. Expulsão hoje foi desnecessária. Hoje foi uma entrada totalmente desnecessária. Ele é um garoto que tem um futuro brilhante e um moleque muito dócil no trato no dia adia. É saber aprender com o que aconteceu e tocar em frente.

Como tem sido as conversas com Memphis Depay? Qual seu papel nos bastidores para que eventualmente ele permaneça no clube?
– Primeiro da minha ajuda é o desejo explícito que eu tenho que ele fique. Eu estou me aproximando cada vez mais dele. Quanto mais eu me aproximo, mais eu gosto. É um jogador extra série, espero que continue mais conosco. Quando mais eu me aprofundo, eu conheço mais o Memphis que vocês não conhecem. Uma riqueza interior que vale a pena para quem quiser ir atrás para conferir.

Preparação para enfrentar o Peñarol, na quinta-feira
– Difícil, primeira coisa tem que se preocupar em fazer o nosso melhor na quinta. Depois que acontecer o resultado, veremos o que acontece. Equipe extremamente tradicional. Sabe jogar a competição. Tem que se preocupar o que estamos fazendo. Agora é foco total no Peñarol. Quanto ao resultado, vou falar daquilo que a gente pretende fazer, que é treinar o nosso melhor, como tem sido.

Memphis Depay tem possibilidades de voltar a campo na quinta-feira?
– Contra o Peñarol não tem a mínima condição. Com Memphis tem que ter cautela, pra não voltar a sentir lesão. Vai dar um tempo significativo da lesão até a volta. É ter cautela, prudência. Está tratando dois períodos no CT, está progredindo bem. Vai oferecer as melhores condições para que volte com as melhores condições para que consiga seguir sem nenhum problema.

Qual o nível de satisfação com a parte tática da equipe?
– Acho que, aos poucos, o jogo acaba sendo treino. Você joga e corrige. Treina mesmo quando tem poucos dias. Aos poucos a parte tática vai sendo implementada. Não é a coisa mais importante do futebol, como na vida do jornalista, dificilmente é a parte técnica. É o desejo, é a coragem. No caso do Corinthians a solidariedade que os jogadores demonstram dentro de campo. Fora do campo já tem ambiente favorável.

Sobre saída da zona do rebaixamento
– Essa condição do Corinthians na zona de rebaixamento é o que pesa muito. Esse jogo para nós foi encarado como uma final de campeonato. Os jogadores tinham muita consciência do que valia o jogo. Hoje era muito importante a vitória. A vitória, embora sejam campeonatos distintos, o Corinthians é um só. É um alívio, tem que saber pegar as coisas positivas da vitória o que vai trazer para nós para o jogo contra o Peñarol.

Conversa com Kayke após a lesão
– Conversei com Kayke todos os dias depois da lesão. Hoje que não tinha conversado, ele veio no jogo. A gente tem ficado próximo. Momento difícil e delicado. Falei para o Kayke tentar ficar com o lado positivo. Com a minha chegada aqui, ele mostrou para a torcida e para o mercado do futebol brasileiro que é um jogador muito interessante, promissor, com futuro muito positivo pela frente. Agora é dar as melhores condições para ele se recuperar e aprender com este momento.

Houve punições desproporcionais para o Corinthians no STJD?

–Tem que ter uniformidade, mas ao mesmo tempo é muito difícil a instituição ser punida por uma coisa que você não controla. Como que faz? Não tem como controlar a torcida. Tem 45 mil pessoas, se um grupo de 50 ou 10 pessoas... Pode acontecer de alguém que quer prejudicar, contratar alguém pra xingar, botar cartaz, todo mundo ser punido. Não acho justo para a instituição.

– Tinha que ter outro tipo de punição. Mas punir, porque Corinthians, assim como Vasco, é um time popular, tem origem nas favelas. Ser punido com isso não tem muito cabimento. É uma punição bastante indevida. Se fosse diretor, jogador, técnico, mas um grupo de torcedor, que não representa. Muito pelo contrário. Só ver o tanto de negros na torcida no Corinthians. Nosso goleiro, nossos atacantes. Não tem muito sentido essa punição. Para mim não tem sentido algum

 

Fonte/Créditos: Globo Esporte

Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte

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