O empate por 1 a 1 com o Inter neste domingo, no Beira-Rio, em Porto Alegre, pelo Brasileirão, evitou que o Palmeirasalcançasse sua pior sequência sob o comando de Abel Ferreira. O Verdão vinha de três derrotas seguidas, contando também a Copa do Brasil.
Para o treinador, o vitorioso elenco do Palmeiras tem dificuldade nesses momentos por não estar acostumado com derrotas. Abel fez questão ainda de dizer que não há nenhum problema entre ele e elenco, mas que nessas turbulências é que se consegue ver quem realmente está ao seu lado.
– Sobre o jogo, sabíamos que vínhamos de um mau momento, quatro ou cinco derrotas seguidas, ninguém aqui dentro está acostumado. Muito menos o treinador e jogadores pelo passado recente. Mas na nossa vida e no futebol não há só alegria, há frustrações. E nelas vemos quem está conosco e quem não está. É no momento das frustrações que a gente vê quem nos apoia incondicionalmente ou só de vez em quando. Mas como sempre fazemos, todos somos um, pelo menos dentro do CT, em todos os momentos.
– E eu falei várias vezes com os jogadores neste período difícil, de derrotas - não de perda de títulos - de derrotas. Faz parte. As pessoas que sabem como é o desporto, não conheço só quem ganhe e jogue bem. Nem famílias perfeitas. Por isso comparo futebol e a vida. Chegou nosso momento de sofrer, e sofrer juntos. Para os que não querem entender, que são contra o Palmeiras pelo passado recente e toda sua história.
– Já disse mais de uma vez, houve saídas, houve entradas, há um período de adaptação. Há jogadores que infelizmente que baixaram de rendimento, alguns por questões emocionais. Também já disse que este mês fomos fustigados por interesses de clubes estrangeiros, que mexem com eles. São propostas absurdas, mexem com todos. Mas mais do que isso, é a quantidade de lesões que tivemos no período e não tivemos em momentos anteriores.
Vivo em todas as três competições que participa no momento (Brasileirão, Copa do Brasil e Conmebol Libertadores), o Palmeiras tem um mês de agosto decisivo em todas elas. E apesar dos problemas, Abel afirma que vai continuar brigando por todos até o fim.
– E claro contamos com nossos 15, 16 milhões de torcedores. Por eles jogamos, vamos lutar por títulos ainda este ano. A vida é feita de alegrias e tristezas. Todos no Palmeiras gostam de ganhar, mas nenhum dentro do clube gosta de ganhar mais do que eu. Nem torcedor, nem diretor, nem presidente. Nenhum. Dentro do contexto que expliquei aos que são distraídos, mal-intencionados, oportunistas. Para os que querem ver e têm inveja do que o Palmeiras fez, no passado e passado presente.
– Neste momento vemos quem está ao nosso lado, quem quer continuar a pertencer e ajudar este grupo a continuar a ganhar. A força tem que vir de dentro, o todos somos um não pode ser só na vitória. O treinador é o máximo responsável, mas aqui dentro todos temos responsabilidades. Do porteiro que abre a porta a presidente. O treinador tem a máxima informação, tem como função escolher os jogadores para jogar. Esta é minha função, quer gostem ou não gostem. Quem tem a informação toda sou eu, não é nem jornalista, nem torcedor, nem oportunista. Esta é nossa função.
– A função do nosso diretor é ajudar na gestão de grupo, contratar e vender jogadores. A nossa presidente nem vale a pena falar, porque é absolutamente extraordinária, porque tem mais coragem do que muitos juntos. E nossa torcida, os 16 milhões que temos, que na quarta nos ajudem do primeiro ao último segundo, estar na próxima fase. É o que o Palmeiras vai fazer.
Fonte/Créditos: Globo Esporte
Créditos (Imagem de capa): Globo Esporte
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